segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Final de semana na Terrinha
Bom, decidimos que vamos de busão e nos preparar na quinta para ir na madrugada com a filhota.
Chegamos cedo na rodoviária, pegamos o busão das 23:30, para chegada na Novo Rio às 5:40.
Chegando no Rio, vamos para a casa da sogra e chegando lá, só um gato pingado acordado. Percebendo nossa chegada, festa com a filhota e eu vou tomar café que ninguém é de ferro.
Depois de muitos beijos e babações na filhota, vamos na casa da mamãe que já fazia quase 6 meses sem ver a filhota. Chegando, com a família dorminhoca toda dormindo (já são 10:00 da manhã?), vamos brincar com a filhota na vila onde eu passei toda a minha infância.
Muitas brincadeiras com as sobrinhas e filha, vamos ao shopping para passear e acabamos no Outback para a mãezona e irmã para conhecer a famosa costela do Outback.
Após o almoço, a mana nos deixa na casa da sogra e vamos brincar mais com a filhota.
Depois da filhota cansar vamos também a uma soneca e depois de acordar, vamos em Copa tomar umas biritas com o até então noivo.
Terminadas as biritas, vamos para casa que amanhã é o dia.
Acordo e vamos aos contrabandos no Ed Av Central, no centro e dar um passeio no centrão do Rio.
Voltamos para casa e vamos descanssar porque a noite será uma criança. Com alguns se aprontando, me mando para a casa da minha mãe e chegando lá uma linda surpresa: Não tem água para tomar banho! Tá de sacanagem que eu vou fedendo para o casamento né?!
Bom, vamos a única saída... banho de balde! É mole?! A única coisa que salvou foi o sabonete Phebo que é cheiroso e qualquer inhaca sai com ele.
Todos arrumados e vamos correndo para o local do casamento, onde chegamos quase 1:00 antes do evento. Conclusão: Chá de cadeira.
Os primeiros convidados da festa (nós) vimos o noivo, os músicos e até a noiva que chega antes de todos. Dada a hora, vamos entrar e ver o salão, que ficou lindo para uma festa pequena mas muito boa.
Após a pequena cerimônia, vamos aos bebes, porque os comes vêem depois. Um bala 12 na goela e vamos esquentando os pés ( é, pés porque o John Travolta (de acordo com o meu sogro), chegou!). Enpolgado com a pequena estupefata com os efeitos de luz, danço como um adolescente e canso como um bode veio. Pausa para a janta e vamos a deliciosa massa.
Já chegando às quase 1:00 da manhã, decidimos ir embora porque no dia seguinte tem estrada.
Vamos para casa e depois de quase 6:00 de sono, nos aprontamos para a famosa lasanha da vovó. Vamos para Maricá e posso presenciar uma cena que me deixa com o coração na mão. Minhas sobrinhas e filha, felizes, brincando como irmãs na água, naquele calor de matar e se divertindo como nunca. Nessas horas, é que a falta da família por perto faz falta, mas ossos do ofício, tenho que trabalhar pelo futuro da flhota.
Bom, saímos de Maricá e assim que chegamos em casa o Cruzeiro faz 1 x 0 no Flusão e fica nisso até o fim, que sacanagem!
Fim de noite e vamos para a Novo Rio para pegar o busão para Sampa. Chegando na Rodoviária, o péssimo atendimento da Auto Viação 1001, comprovam o que patroa diz: "Nunca mais! Só vamos agora de Itapemirim!".
Isso aí... final de semana muito bom com a família e todos felizes...
Semana que vêm tem mais um novo capítulo... Casa nova, aguardem....
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O texto mais verdico sobre a nossa educação do século XXI
Criando um monstro.
(Karina dos Santos Cabral)
O que pode criar um monstro?
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você.
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.
Faltaram muitos outros não's nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido
de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. N Ã O.
Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de não's.
Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.
Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas).
Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros.
Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.
Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'.
E não é raro eu ver alguns tomando tapas, chutes e pontapés de bebês com 1 ou 2 anos.
Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho.
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar.
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.
Não, essa conversa não é pra você se meter.
Não, com isto você não vai brincar.
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles.
E aí, no primeiro não que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha.
Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe.
Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário.
Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um
tapa, um castigo, um não.
Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.
E quem ouve uns não's de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.
Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.
O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os não's que recebo.
Nem sempre consigo, mas tento.
Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor.
E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.