Ultimamente tenho lido alguns projetos que mencionam a inclusão digital como um marco na história do país. Como um profissional de informática, minha avaliação é que além do corte de impostos sobre produtos de informática, não mudou nada. Ah sim, mas isso tirou um peso muito grande da carga tributária nos equipamentos de informática. Pensando friamente, isso tem um lado positivo que é levar a oportunidade das classes C e D de terem o seu PC, já que as classes A e B já os têm a bastante tempo.
O ponto negativo é que continuam insistindo que o Linux é a melhor opção para garantir que os impostos sejam realmente favoráveis, mas pensem comigo: do que adianta vender computadores com Linux se não há um suporte decente do sistema nas empresas. Vejam bem, linux é quase o meu sobrenome (dizem os meus alunos), mas nesse caso sou contra o processo.
Fazer isso é dar de bandeja as informações necessárias para que a pirataria aumente, já que esses usuários não sabem usar siquer um computador e dependendo do primo, vizinho ou o técnico de informática para ajudá-lo. Os especialistas no assunto, alegam que isso "fomenta" o uso do computador, mas a questão não está sendo esclarecida, está sendo abafada.
Sem me prolongar muito, fica aqui o meu protesto... querer criar uma cultura digital? Informem! e não dê mais informação para enrrolar ainda mais o problema.
Um comentário:
A inclusão digital no Brasil é uma realidade tanto q o Brasil se mantém como país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os dez países monitorados pelo NetRatings. A questao do sistema operacional baseado em linux para computadores de baxo custo é completamente comercial, pra diminuir custos o maximo possivel. E como vivemos no pais onde a pirataria é algo comum, os fabricantes sabem q mesmo o cliente nao se adaptando ao linux ele compra na esquina o cd do windows piratão e instala. Mas ai vc vai dizer q isso fomenta a pirataria, eu digo q nao! digo q num pais de terceiro mundo, com tantas pessoas de baixa renda uma empresa como a Microsoft nao pode cobrar o valores exorbitantes como eles cobram numa licensa, se os valores das licensas fossem coerentes com a realidade do pais tenho certeza q os fabricantes optariam pelo sistema operacional mais "amigavel" ja q isso nao seria um acrescimo de valor ao produto final tão alto. mas enquanto a ganancia do "tio Bill" continua falando mais alto o "nosso jeitinho brasileiro" vai continuar imperando e fazendo a "justiça social" como sempre foi feito antes mesmo do governo icentivar a inclusao digital, feito até mesmo por pessoas de classe A e B.(nao é dificil chegar na casa de uma pessoa de classe A e encontrar programas piratas em seu computador)
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