quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Profissional Linux

Desde 1999, quando recebi pelo correio minha primeira distribuição Linux (Conectiva 3.0 Guarani) achei que só existiam janelas no mundo onde eu teria que sempre pedir licença para entrar (olha o trocadilho!). De lá para cá, tive uma carreira meteórica que passou pela Conectiva, no Rio de Janeiro, até o INFNET onde fiquei de 2001 até 2006. Tirando minha certificação LPI, fiz parte de uma nata e cheguei até a 4Linux onde tive alguns problemas de adaptação e hoje trabalho no ramo de telecomunicações.
Desde aquele tempo tenho acompanhado muito de perto o mercado de consultoria e projetos voltados para software livre e o que é mais curioso é que vejo pouquíssimas evoluções, no que diz respeito à evolução dos profissionais.
Quando comecei, as pessoas que já atuavam no mercado tinham um perfil profissional, mas como o mercado estava nascendo, as pessoas ainda não faziam idéia do que poderiam oferecer. Hoje em dia está exatamente a mesma coisa, só que tem tanta ferramenta que o problema é qual oferecer.
Evolução: Hoje um profissional Linux não pode saber só Linux, e com razão. Ele precisa conhecer Unix, Windows e muito mais. Mas por quê? Porque o mercado percebeu que o Linux é tão bom que sozinho ele não tem valor.
Para concluir, vou repetir uma coisa que um ex-aluno do Banco do Brasil me disse e só respeitei porque ele tinha exatamente o meu perfil, mas já conhecia Unix também, tinha 24 anos, estava com um Vectra 2007 zerado e já era funcionário do BB. "O Linux não vive sozinho, portanto só Linux não dá dinheiro!". Depois disso, engoli em seco a minha revolta com o Mundo Bill e fui constatar que o Mundo Unix era a minha evolução e que precisava conhecê-lo.
Resultado: Linux é legal, underground, livre, cheio de magia, mas ó... experiência própria... sozinho você acaba como o Richard Stalman, doido! :P

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