Desde 1999, quando recebi pelo correio minha primeira distribuição Linux (Conectiva 3.0 Guarani) achei que só existiam janelas no mundo onde eu teria que sempre pedir licença para entrar (olha o trocadilho!). De lá para cá, tive uma carreira meteórica que passou pela Conectiva, no Rio de Janeiro, até o INFNET onde fiquei de 2001 até 2006. Tirando minha certificação LPI, fiz parte de uma nata e cheguei até a 4Linux onde tive alguns problemas de adaptação e hoje trabalho no ramo de telecomunicações.
Desde aquele tempo tenho acompanhado muito de perto o mercado de consultoria e projetos voltados para software livre e o que é mais curioso é que vejo pouquíssimas evoluções, no que diz respeito à evolução dos profissionais.
Quando comecei, as pessoas que já atuavam no mercado tinham um perfil profissional, mas como o mercado estava nascendo, as pessoas ainda não faziam idéia do que poderiam oferecer. Hoje em dia está exatamente a mesma coisa, só que tem tanta ferramenta que o problema é qual oferecer.
Evolução: Hoje um profissional Linux não pode saber só Linux, e com razão. Ele precisa conhecer Unix, Windows e muito mais. Mas por quê? Porque o mercado percebeu que o Linux é tão bom que sozinho ele não tem valor.
Para concluir, vou repetir uma coisa que um ex-aluno do Banco do Brasil me disse e só respeitei porque ele tinha exatamente o meu perfil, mas já conhecia Unix também, tinha 24 anos, estava com um Vectra 2007 zerado e já era funcionário do BB. "O Linux não vive sozinho, portanto só Linux não dá dinheiro!". Depois disso, engoli em seco a minha revolta com o Mundo Bill e fui constatar que o Mundo Unix era a minha evolução e que precisava conhecê-lo.
Resultado: Linux é legal, underground, livre, cheio de magia, mas ó... experiência própria... sozinho você acaba como o Richard Stalman, doido! :P
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